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domingo, 20 de maio de 2012

A oração simples e sincera chega ao coração de Deus





Dona Nazaré é uma mulher de muita fibra. Muito pobre. Vive sozinha nesse mundo ao lado de sua filha. Uma menina moça que nasceu com sérios problemas sanguíneos.
Desde pequena a menina sempre viveu doente. Poucas foram as noites que dona Nazaré não passou acordada boa parte do tempo tentando aliviar a dor da sua pequena.

Além das muitas dores que sentia em todo o corpo, a menina tinha uma fraqueza tão acentuada que a impediam de fazer até mesmo os serviços mais simples. Por ter que cuidar da filha e sendo sozinha no mundo, dona Nazaré vivia de uma pensão de meio salário mínimo, conseguida a duras penas, graças a ajuda de um vereador da região.

O dinheiro mal dava pra comer quanto mais para comprar os remédios cada dia mais necessários e mais caros.
A menina vivia a base de remédio caseiro e do cuidado primoroso da bondosa mãe.
Infelizmente com o passar do tempo o problema da menina foi piorando.
Naquela manhã, depois de uma noite inteirinha ao lado da filha, dona Nazaré não teve outra saída senão ir até Itajubá, a cidade mais próxima, para ver se conseguia alguma ajuda.
Como não conseguiu dinheiro pra levar a filha que estava fraca demais, tentou ajuda junto aos estudantes de medicina que fazem estagio no hospital universitário. Infelizmente o hospital não dispõe de condições pra fazer o atendimento domiciliar, ainda mais que a paciente estava a 18 km de distância.
Dona Nazaré não desistiu. Mãe não desiste. Foi até a Santa Casa. Quem sabe ali encontraria um médico que pudesse ir até a sua casa pra tentar curar a sua filha. Também lá não conseguiu nada, a não ser a promessa de que se trouxesse a menina, tentariam dar um jeito de interná-la. Mas infelizmente não teriam como deslocar-se até o interior.
Ela ficou pensando.
Pra ir até Delfim Moreira pedir a ambulância da prefeitura é uma viagem fora de mão. Quase impossível.
O jeito era trazer a menina pra Santa Casa de misericórdia de Itajubá. Nasceu no coração daquela mãe aflita um raio de esperança, quem sabe conseguiria alguém que ajudasse a trazer a menina. Decidiu voltar pra casa e pedir ajuda aos vizinhos, pensou especialmente no japonês, um plantador de arroz que tinha um jipe e de vez em quando as presenteava com meio saco de arroz recém colhido. Quando voltava ao mercado municipal, que tomaria um ônibus ou pegaria uma carona, dona Nazaré passou em frente a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Soledade. Como boa mineira, entrou para rezar um pouco. Dentro da Igreja tinha um grupo de animados jovens: rezavam, cantavam, era um grupo carismático. Por alguns instantes dona Nazaré acabou se esquecendo de sua filha doente. A música daqueles jovens era bonita demais. E dona Nazaré foi se misturando ao animado grupo. Depois de algumas suaves canções os jovens começaram a rezar. Cada hora era um que fazia uma oração espontânea. Lindas e profundas orações. Dona Nazaré se sentindo motivada e talvez até contagiada pela fé daqueles jovens, quase da idade da sua filha, também se dispôs a fazer uma oração. Claro que os jovens ficaram felizes. E acolheram com muito carinho a sua disposição.
Mas, quando a mulher começou a oração, alguns dos meninos tiveram que se segurar muito para não cair na gargalhada. Que oração mais estranha aquela mulher estava fazendo. Ela falava com Jesus como se Ele fosse um entregador de pizzas, pensou um dos meninos.
Quem será que Ela pensa que é Jesus pra falar desse jeito com Ele? – questionava intimamente uma das coordenadoras do grupo.
A mulher começava a rezar com devoção. A oração dela:
- Senhor Jesus, olha sou eu, a Nazaré. Não sei se o Senhor se lembra. Sou lá do Biguá. Muitas vezes já conversei com o Senhor na Igreja de São Benedito, lembra?
Pois é Senhor Jesus, o problema da minha menina ta cada vez pior. Essa noite ela não pregou os olhos nem um minuto, nem eu. A pobre da coitadinha gemeu a noite toda. Virava pr’um lado e pro outro. Suava feito uma condenada. Não sei como ela está lá agora. Vim aqui pra ver se achava um médico, pra ir em casa consultar ela. Mas os médicos não podem ir. Se fosse o doutor Gaspar eu sei que ele iria, que Deus o tenha. Lá na Santa Casa, mandaram eu trazer a menina. Como eu vou conseguir fazer isso? Ela ta fraca demais.
Não temos dinheiro pra alugar uma ambulância, até pensei em pedir ajuda pro senhor Toshio, aquele bondoso plantador de arroz, quem sabe ele traz a menina. Mas agora eu to aqui Senhor, eu queria pedir. Já que o Senhor está em todo lugar o Senhor bem que podia ir até lá em casa curar a minha filha. Não custa nada. O senhor sabe e pode.
Os jovens estavam estragando aquela oração. Dois rapazes dos mais novos não conseguiram segurar o riso e chegaram a sair da Igreja. “Onde já se viu uma pessoa rezar desse jeito?” “Até é falta de respeito falar assim com Jesus!” “Ela nem louvou o Senhor!” “Não recitou nenhum versículo da Sagrada Escritura!” “Ela não sabe rezar!” “Com certeza nunca fez uma experiência de oração.” “Sua oração estava atrapalhando o grupo.” “O grupo tava indo tão bem.” – concluiu um dos rapazes que tinha saído.
Dona Nazaré continuou rezando.
- É verdade. O senhor num instantinho podia ir lá em casa curar a menina e já voltava. Não é difícil chegar na nossa casa não. O Senhor pega a rodovia que vai pra Aparecida do Norte, lá eu sei que o Senhor conhece bem, na ponte de Santo Antonio o Senhor entra rumo Delfi Moreira, só que na hora que chegar na água limpa, bem em frente a fábrica de queijo, o Senhor vira pra esquerda, passa a ponte e continua… Depois da ponte não vira pra direita não. Lá vai para o mosteiro de Serra Clara. Minha casa fica para o outro lado. Então o Senhor passa a ponte e segue reto. Em frente sobe um morrinho bem pesado e já vai virando pra direita. Logo o Senhor já chega lá na estação onde antigamente a gente pegava o trem. Não é lá não. Lá tem uma placa com o nome Biguá mas o Biguá é mais pra cima. O Senhor passa a morada do pessoal dos ramos, depois vem a reta do Zé Gaspar, chega na curva da Cridia, ali não vira pro lado da ponte não, passa meio reto pra lado esquerdo, sobe o morrinho do grupo escolar, o Senhor vai passar em frente a casa onde o baiano morava. Depois vem a casa que era do Venazão. Ali tem até um atalho mas é melhor o Senhor ir pela estrada mesmo. Logo depois da curva o Senhor já vai ver a Igreja de São Benedito, ali é fácil. É só o Senhor perguntar na bar do Lourenço que ele sabe onde fica a minha casa, ele vende queijo, é o vereador que arrumou o fundo rural pra nós, é só o Senhor pedir pra ele que até é capaz dele levar o Senhor lá em casa, eu moro pertinho.
A essa altura os jovens já estavam se esforçando para não cair na gargalhada. Era uma experiência inédita além de longa aquilo, segundo eles, não era oração.
Mas dona Nazaré continuou:
- A hora que o Senhor chegar lá em casa a portas vai tá trancada, não tem problema, a chave ta no vaso de flor que fica pendurado no alpendre. O senhor pode entrar, cura a minha filha e depois, por favor, tranca de novo a porta, que eu me preocupo muito com a menina.
Depois que o senhor curar ela, é só fechar a porta, colocar a chave no mesmo vaso que a hora que eu chegar eu acho e entro.
O jovem que tocava o violão começou a tocar uma musica e cantar bem alto, dona Nazaré parou de rezar, saiu da Igreja até meio triste, nem deu tempo pra ela dizer pro nosso Senhor que tinha café no bule em cima do fogão de lenha, caso Ele quisesse tomar um golinho. E no forninho tinha bolão de fubá. Paciência. Ater que o jovem cantava bonito. – Só foi meio grosseiro interrompendo a minha oração. – Com o pensamento continuou rezando. Desceu a escadaria da matriz, atravessou a ponte que antigamente era muito mais bonita quando tinha os dois arcos, e foi na direção do mercado. Quem sabe um filho de Deus não lhe daria uma carona! Graças a Deus conseguiu a carona num caminhão de Sento Silva. Um pouco mais de meia hora lá estava ela de volta, sem remédio, e com a esperança de pedir ao Senhor Toshio que levasse a menina pra Santa Casa. Qual não foi a sua surpresa ao abrir a porta de sua casinha e encontrou a menina sentada, comendo um delicioso prato de arroz doce, a sua filha querida.
A menina deu um pulo de alegria e veio correndo abraçar a mãe. Dona Nazaré ficou estupefata. Já tinha até se esquecido da sua reza na Igreja.
- Minha filha, você de pé? Que cara mais boa. Como é que isso aconteceu?
E a menina começou a explicar:
- Olha mamãe, eu estava deitada, como a senhora me deixou, rezei meu terço da misericórdia junto com a Eliana Sá, escutando a rádio Canção Nova. E acabei cochilando ouvindo o Diácono Nelsinho Correia cantar Quem Me Segurou Foi Deus. De repente, eu escutei um barulho na porta, como estava quase dormindo achei que fosse a senhora, que já tinha voltado. Nossa mamãe, quase eu morri! Não era a senhora. Era um homem muito bonito, grande, risonho. Ele usava uma roupa diferente, tinha um cabelo enorme. Me olhou como nunca ninguém me olhou na vida. Ele foi chegando perto de mim e eu fui perdendo o medo. Comecei a sentir um negócio que parecia um choque elétrico, meu sangue parece que fervia. Ele não falou nada. Foi chegando em silêncio, devagarinho. Com um baita sorriso nos lábios. Chegou perto da minha cama, me estendeu a mão, pensei que fosse um médico. Tentei perguntar pela senhora mas as palavras não saiam. Eu falava mas não escutava nada. Eu acho que tava muda, surda, não sei. Só sei que Ele me segurou firme pela mão, foi me levantando vagarosamente, me colocou de pé, e me deu um grande abraço.
Com os olhos cheios de lágrimas, dona Nazaré foi repetindo quase que inconscientemente os gestos como a menina ia descrevendo. E ela, com os olhos molhados de lágrimas continuou:
- Depois de me abraçar demoradamente Ele foi saindo bem devagarinho, deu um gostoso beijo na minha testa e foi se afastando, quando estava quase perto da porta Ele fez um sinal de tchau e falou: – Diga pra sua mãe que Eu vou deixar a chave no vaso de flor. Ele ainda completou. – Gostei muito da flor. É a primeira vez que eu vejo lágrimas de Cristo em vaso. Adorei a idéia.
Claro, nenhuma das duas conseguiu achar palavras para manifestar a sua gratidão a Jesus, a única coisa que fizeram, foi buscar aquele vaso de lágrimas de Cristo, colocá-lo sobre a mesa, perto do rádio, beijá-lo com um carinho quase sacramental e olhando o pequeno crucifixo na parede fizeram chegar até o céu uma linda oração de louvor:
- Muito obrigado Senhor, viu, o Senhor achou direitinho. Eu não falei que era fácil? Brigada mesmo. Eu tinha certeza que podia contar com o Senhor. 

Pe. Léo
História extraída do livro "Roteiros Bíblicos de Cura Interior"

                                   

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Reflexão de Quarta - Quaresma: Amor e Compromisso!

Iniciamos hoje um tempo muito importante para a Igreja Católica: a Quaresma. "Prova de amor, maior não há, que doar a vida pelo irmão", esse é comumente o refrão mais lembrado nessa época, pois a partir desse momento passamos a fazer memória daquele que por amor deu-nos a vida.

Entretanto, para melhor lucidar este momento tão sublime que iniciamos, trago a todos uma reflexão sobre a quaresma extraída do site da Pastoral da Juventude - Regional Sul 1.


“Tempo de Quaresma é tempo de amar apaixonadamente, por isso é tempo de pensar na vida, refazer caminhos, mudar de vida!”

  
Só quem realmente ama apaixonadamente é capaz de fazer a opção pela pessoa amada, de tomar a iniciativa e se comprometer com ela. Deus assim o fez: “Eu vi a opressão do meu povo no Egito. Ouvi o seu clamor... e desci para libertá-los...” (Ex. 3, 7-8). Dando assim, início a sua primeira Aliança por meio de Moisés, marcada pela celebração da Páscoa. E com Jesus de Nazaré a Nova Aliança é celebrada, Ele assume também a opção pelo povo e sua libertação!
Celebrar a Quaresma é fazer memória da Aliança de Deus com seu povo, mais ainda é colocar-se a caminho e reviver a caminhada de 40 anos do povo de Deus no deserto em busca da Terra Prometida, rumo à verdadeira libertação; como também dos 40 dias que Jesus passou no deserto em oração antes de assumir a sua missão. É tempo propício de darmos a nossa resposta a este amor apaixonado; de tomarmos consciência de que somos continuadores desta Aliança que Deus continua fazendo conosco, o seu povo. É necessário, portanto “pensar na vida, refazer caminhos, mudar de vida!”
“Rasguem o coração e não as roupas...” (Joel 2, 13). É este o convite que o Senhor nos faz na Quaresma! É preciso voltar-se para Deus não com ritos externos e por pura aparência é preciso um movimento interno de conversão e mudança que perpasse toda a vida e que leve ao compromisso com o outro por meio do Jejum e da Oração.
JEJUM não apenas do alimento, mas autodomínio sobre nossos sentimentos, atitudes e palavras e principalmente o cumprimento da caridade e da justiça, que é o jejum agradável a Deus: “O jejum que eu quero é este: acabar com as prisões injustas, desfazer as correntes do jugo, pôr em liberdade os oprimidos e despedaçar qualquer jugo; repartir a comida com quem passa fome, hospedar em sua casa os pobres sem abrigo, vestir aquele que se encontra nu e não se fechar à sua própria gente.” (Isaías 58,6-7).
ORAÇÃO pessoal numa constante busca de realizar a vontade de Deus e responder aos desafios do nosso tempo atual. Este é um tempo propício para oração, reflexão escuta de si e da realidade. E também oração comunitária, que dá sentido à vida cristã porque conduz à caridade, à fraternidade para com todos os irmãos. A dimensão comunitária da Quaresma é assumida com a Campanha da Fraternidade, que neste ano de 2012 com o tema: "Fraternidade e Saúde Pública" e o lema "Que a saúde se difunda sobre a terra" (cf. Eclo. 38,8). Convida-nos à reflexão e ação diante da questão da Saúde Pública e nos convoca à conversão, à solidariedade e ao comprometimento social em vista da transformação desta realidade que causa sofrimento, sobretudo àqueles que não têm acesso à Saúde Pública de qualidade.
Viver o tempo da quaresma não é simplesmente preparar-se para celebrar a Páscoa de Jesus, mas é realizar uma caminhada de conversão que nos conduz a viver de fato uma vida nova que brota da cruz, a percorrer o mesmo itinerário do Jovem de Nazaré e a nos converter ao Projeto de Deus que ele assumiu de “vida abundante para todos” (Jo. 10,10). É preciso reavivar e renovar a opção pela vida, lutando contra todas as formas de morte que se apresentam contra a dignidade dos filhos de Deus: a injustiça, a fome, todas as formas de violência e opressão, o extermínio de nossos jovens que incansavelmente gritam por justiça e clamam pela vida!
Somente assim: "Celebraremos a Páscoa, não com o velho fermento, nem com o fermento da malícia e da perversidade, mas com os pães sem fermento, isto é, na pureza e na verdade" (1 Cor 5,8). Na certeza de que a vida triunfou, ela venceu definitivamente a morte porque Jesus Ressuscitou!

Por Elaine Cristiana de Lima
(Pedagoga, membro da Equipe de Coordenação da PJ da Arquidiocese de São Paulo e membro do GT Mística e Construção Regional Sul 1)

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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

JoCC se reúne no último domingo para falar de perdão

O fraco jamais perdoa: o perdão é uma das características do forte. (Mahatma Gandhi)

O grupo JoCC se reuniu novamente no último domingo para mais um encontro, o 3º do ano. O encontro foi organizado pela jovem Débora, que nos apresentou uma reflexão sobre os dons, e trazendo mais aprofundado a forte questão do perdão. Muito se discutiu sobre como é difícil perdoar, as mudanças de postura e de caráter que o processo de perdão gera no indivíduo.
Muito se fala sobre o perdão, sobre o que é perdoar... Trago para uma reflexão um texto extraído do site da Canção Nova: "Perdão: Uma Atitude Necessária".

Perdoar é uma atitude e não uma questão de sentimento. Muitas vezes ficamos presos aos sentimentos. Queremos sentir, ou melhor, queremos deixar de sentir a dor que ficou em nosso coração com a atitude que nos feriu. O perdão é antes de tudo um ato de decisão, uma escolha. Começa com a atitude que nasce da decisão de perdoar, e somente depois é que os sentimentos se modificam. E mesmo assim, para que isso aconteça, muitas vezes é necessário tempo. Monsenhor Jonas Abib nos fala assim: “Perdoar é ato de vontade e não um simples sentimento. Temos o livre-arbítrio de escolher entre perdoar ou guardar entulhos no coração. A decisão é nossa. Somente com o perdão conseguimos harmonia em nosso coração”.
Quando falamos em perdão, quase que imediatamente se faz uma ligação com a dificuldade que encontramos para dar ou receber perdão. Infelizmente temos o mau hábito de, ao longo de nossa vida, ir acumulando mágoas e ressentimentos. Em geral, temos facilidade de nos ofender com as atitudes que não compreendemos do outro. No entanto, a falta de perdão, a mágoa, o ressentimento, só trazem prejuízos para nós e para o outro, prejuízos inclusive em nossa saúde física e mental. A falta de perdão causa amargura em nosso coração, tira a alegria de viver.
Hoje, quero trazer para nossa reflexão pesquisas para que possamos refletir sobre outro aspecto do perdão que pouco é falado, que são os benefícios que podemos alcançar através dessa atitude.
Em 2004, Charlotte Van Oyen Witvliet, professora de psicologia do Hope College, em Michigan, EUA, liderou uma experiência com 71 voluntários. A experiência constava do pedido que os voluntários se lembrassem de alguma ferida antiga, algo que os tivesse feito sofrer. Nesse instante, foi registrado o aumento da pressão sanguínea, dos batimentos cardíacos e da tensão muscular, reações idênticas às que ocorrem quando as pessoas sentem raiva. Depois foi pedido que eles se imaginassem entendendo e perdoando as pessoas que haviam feito mal a eles. O resultado foi que as pessoas se mostraram mais calmas, e com a pressão sanguínea e os batimentos cardíacos menores.
Outra experiência que podemos citar é a do Dr. Fred Luskin, que 1999 criou um projeto para a Universidade de Stanford (EUA) para uma pesquisa sobre o perdão. A pesquisa estudou o impacto das emoções negativas, como a raiva, a mágoa e o ressentimento no sistema cardíaco. Os primeiros resultados indicaram que [ao conceder e pedir perdão] os participantes apresentavam redução do nível de estresse, viam-se menos irados e mais confiantes. Além disso, o estudo mostrou que o perdão pode promover uma melhora na saúde física, pois esse grupo de pessoas apresentou uma diminuição significante em sintomas como dores no peito, na coluna, náuseas, dores de cabeça, insônia e perda de apetite.
Luskin e Thoresen afirmaram que essa melhora psicológica e física persistiu pelo menos por quatro meses; em alguns casos, ao longo desses quatro meses, a melhora continuou a progredir.
Podemos concluir, portanto, que não podemos parar na dificuldade em perdoar. Essa é uma cultura que existe entre nós e que precisamos mudar. Precisamos ensinar aos nossos filhos que perdoar, além de ser uma ordem divina para nós, traz inúmeros benefícios para a nossa saúde física e mental. Se aprendermos a perdoar podemos alcançar com mais facilidade equilíbrio em nossa saúde geral. Só não podemos nos esquecer de que o perdão não está relacionado com a mudança do outro ou com o deixar que o outro faça o que quiser, pois não quer dizer impunidade.
Perdoar é um processo pelo qual o novo se faz possível na nossa vida e na vida do outro. Perdão está relacionado à vida, à vida plena; está relacionado ao amor, e amor verdadeiro. Perdoar é amar apesar de tudo, é a vitória do amor sobre o ódio. É por isso que perdoar é fonte de cura e de saúde física e mental. Abramos o nosso coração e nossa alma para o perdão. O convite de hoje é para nos decidirmos pela vida, pelo amor, pelo perdão.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Semana Santa: a Celebração do Amor de Deus


Inicia-se novamente a celebração da Paixão de Cristo. Ramos nas mãos, os fiéis repetem a cena da entrada em Jerusalém, de dois mil anos atrás, com hosanas e louvores próprios dos reis. Mas o reino de Cristo não é um reino político nem terreno. Interrogado sobre isto ele dirá a Pilatos: "Meu reino não é daqui. Se meu reino fosse daqui, certamente meus súditos haveriam de me defender." (Jo.18,36).

Os ramos de oliveira e o caráter festivo são sinais de vida, a vida verdadeira, aquela que não tem fim. Não sendo daqui o reino, há de ser de outro lugar. Outra realidade não puramente terrena, iniciando-se aqui, terá sua plenitude na eternidade. O Senhor Jesus anuncia o reino, o inicia, o realiza. Ensina a respeito das diretrizes e regras, que na verdade se resumem em uma única: amar a Deus e ao próximo. Ao aproximar-se o dia de sua prisão e condenação à morte, conclui todos os seus ensinamentos nestas palavras: "dou-vos o meu mandamento: amai-vos uns aos outros como eu vos tenho amado" (Jo.15,12).

O evangelista João, em carta à sua comunidade de fé, define: "Deus é amor" I Jo.4,7).
 
Certamente, um fato nos ajudará a entender. Conta-se que num mosteiro, certo dia chegou à porta um homem pobre que recebia dos monges ajudas freqüentes. Trazia um lindo cacho de uvas que ele havia colhido de sua pequena plantação e desejava oferecê-lo ao porteiro, pela amabilidade com que o recebia. O monge o recebeu com alegria, admirado pela beleza das uvas. Ao se distanciar o doador, pensou o monge porteiro: vou dar este lindo cacho de uvas ao Abade. Ele o merece mais do que eu. O Abade o recebe maravilhado. Partindo o porteiro, o Abade ofereceu as uvas ao monge mais velho e doente.  Ao se distanciar o Abade, o doente as dá ao monge enfermeiro, como prova de gratidão pela sua caridade. Mas ao sair do quarto, o enfermeiro presenteia o monge cozinheiro, agradecido pelos humildes serviços. O cozinheiro, já quase ao fim do dia, toma cuidadosamente as uvas e as dá ao monge mais jovem para que não se desanimasse diante das dificuldades. Este, com os olhos brilhantes de admiração, toma as usas e as oferece ao monge porteiro que o recebeu com tanta bondade. O porteiro recebe novamente as uvas, certo agora de que vivia verdadeiramente num lugar de Deus, onde reinava exclusivamente a lei o amor e todo sinal de egoísmo havia já desaparecido. Ah! Se o mundo inteiro fosse assim! Eis o jeito de se viver os dias santos da semana que se inicia e que culminará com o Tríduo Sagrado da Páscoa, quando se cantará convictamente "Prova de amor maior não há que doar a vida pelo irmão" e , mais uma vez, se proclamará a palavra de Jesus: "Eu vim para que todos tenham vida, e a tenham plenamente". Feliz Páscoa!

Dom Gil Antônio Moreira

Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora - MG

 
Meus queridos amigos de fé e luta, assim como o evangelista João proclamou que Deus é amor, também nós, a exemplo desse amor, que seja vivido, sentido. Arrisquemos nossa vida por esse amor, assim como diz o poeta. Ele é nosso refugio, esse amor tão grande e tão forte é que nos protege, afasta nossas angustias, nossos medos.

 
Fonte: Adaptado do Artigo de Dom Gil Antônio Moreira: http://www.cnbb.org.br/site/articulistas/dom-gil-antonio-moreira/6294-semana-santa-a-celebracao-do-amor-de-deus

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Semana da Cidadania começa amanhã!


Em consonância com a Campanha da Fraternidade que tem como tema "Fraternidade e a Vida no Planeta" e como lema "A criação que geme em dores de parto!" (Rm 8, 22) as Atividades Permanentes de 2011 das Pastorais da Juventude do Brasil propõem a valorização da rlação com o mundo, de forma mais fraterna, justa e sustentável, compreendendo o ser humano como parte da criação e não proprietário dela. A partir da Palavra, desejamos aprofundar-nos no debate para encontrar caminhos de superação do modelo de desenvolvimento que massacra os povos e a vida do planeta em favor de poucos. Queremos reafirmar o pertencimento à América Latina, rumo a um projeto de integração sem fronteiras, sem exclusão, sem exploração, de resistência e reconstrução da história, onde o povo a protagoniza de modo que o Reino de Deus, a Civilização do Amor e o outro mundo possível se concretizem entre nós no hoje e no agora.
De tal forma, a Semana da Cidadania (cartaz), tem se inicia agora dia 14 até o dia 21, tem como tema: "Juventude, terra viva" e como lema: "Da mãe terra: esperança e resistência.

O QUE É A SEMANA DA CIDADANIA?

É uma das três Atividades Permanentes das Pastorais da Juventude do Brasil, que tem por objetivo a partir de temáticas próprias da juventude, ver, julgar e intervir na sociedade, ampliando o exercício da cidadania, a fim de construir a Civilização do Amor, na qual acreditamos. A Semana da Cidadania não é um evento. É parte de um processo dos grupos organizados que desejam ir ao encontro dos outros jovens para anunciar a vida para todos/as. A cada ano, as Pastorais da Juventude propõem um tema. Esse tema é para dar unidade e um enfoque especial a ser tratado nos grupos. O tema tem sempre sintonia com a temática proposta pela Igreja para a Campanha da Fraternidade e com a Semana do Estudante e o Dia Nacional da Juventude.

POR QUE PARTICIPAR?

Acreditamos que a Semana da Cidadania é o momento que as Pastorais e as Juventudes têm de conhecer mais profundamente a realidade juvenil e suas problemáticas. Seu material propõe textos com um viés mais reflexivo e de aprofundamento, a fim de, para além de a conscientização apontar junto da Semana do(a) Estudante e do Dia Nacional da Juventude caminhos para transformar a realidade e construir o Reino de Deus, aqui e agora.
Segue em anexo os materiais para subsidiar o trabalho dentro de nosso grupo:


- Subsídio Oficial


Queridos amigos do grupo JoCC, mobilizem-se dentro do grupo para a discussão deste tema tão abrangente dentro de nosso momento. Apóiem, gritem, lutem. É preciso um grito que clame por ajuda e providências. Quem sabe não é a nossa vez e hora de agir?

Fonte: Pastoral da Juventude Nacional http://www.pj.org.br/noticias.php?op=ExibeNoticia&idNot=760
 

terça-feira, 12 de abril de 2011

Grupo JoCC – 3 anos


Olá meus amigos. Eu estava hoje, pensando logo pela manhã, em o que passar para vocês de bom para comemorarmos nosso 3º ano de aniversário. Pensando aqui, deixei passar despercebido que eu mesmo, vosso escritor, ainda não passei minhas declarações sobre esse grupo, sobre como ele mudou minha vida e como ainda muda e me faz sentir sempre feliz quando aceitei o convite de participar dele. Vamos lá... Todos sabem quem sou não há necessidade de apresentações...

Comecei a participar desse grupo no começo do mesmo. Não havia engajamento dentro da igreja, pois como sabemos, é difícil o jovem se encontrar em certo período da vida, seja no aspecto pessoal, amoroso e profissional. Mas enfim, eu estava nessa fase... Não sabia onde colocar meu barquinho. Uma grande pessoa especial para mim me chamou para participar de um grupo recém criado, um tal de grupo da Irmã Carminha (pasmem, alguns ainda nos conhecem assim!). Bem, como era na época, não queria me envolver com isso, pensava que não poderia ser bom e como seria difícil me acostumar e me encontrar dentro desse grupo... Poxa vida, como vou chegar onde não conheço ninguém, é algo complicado demais.

Pois bem meus amigos, diante de tal situação, obviamente resisti a tal "investidas". Porem, toda pedra dura um dia fura frente a água que jorra calmamente sobre ela. Realidade pura. Um dia decidi participar de tal encontro para ver como era, só para também não ficar chato para minha amiga que me convidava sempre. Chegando lá, fui surpreendido com a simplicidade do local e do grupo. Recordando, eram cerca de 8 pessoas, uma irmã tocando violão, alguém na bateria, outro em uma guitarra e somente isso. Uma caixa de som antiga e jovens animados cantando. Essa foi minha visão ao entrar naquele local no primeiro dia. Foi estranho entrar e ser recebido tal calorosamente, confesso que me surpreendi com isso. Era algo simples. Lembro–me muito bem dessa irmã resmungando para o violonista tocar direito, pois estava fora do tom, estava errado e por aí vai. Essa tal violonista é uma das pessoas mais incríveis que conheci.

Continuando... Diante disso só sabia sorrir, pois não sabia o que dizer frente a tanta fé e animação, mesmo com as dificuldades. Estava em minha frente uma família que passaria a chamar de minha desde então. Passaram semanas, eu continuava indo, cada vez tudo melhorava. Deixamos de lado a barraca velha e a caixa antiga por um espaço maior e mais amplo. O violonista simples não ficou sozinho e teve a ajuda de amigos para animar. A irmã teve a ajuda daqueles que, naquela mesma barraca ajudaram a animaram esse grupo. Esses mesmos jovens, cresceram juntos, viveu grande parte de suas vidas juntos, deixaram de viver momentos vazios para viverem sorrindo, chorando, pulando, gritando e brigando, porem unidos, vivos com base numa fé que hoje posso atestar que é mais forte que qualquer pedra que possa se abater sobre ela. Esses jovens cresceram, abriram as asas para a paróquia, voando mais alto e rumo à utopia tão sonhada.

Amigos surgiram, outros partiram. Chegaram pessoas que com pouco tempo já marcam profundamente minha vida. Gente que eu conhecia nas ruas, nos bairros, porem não conhecia suas almas, seu coração. Hoje posso atestar com certeza, mesmo não sendo aquele jovem pequeno e tímido que entrou naquela barraca naquele dia, posso dizer certamente que houve uma modificação grande dentro de mim que somente seria existente com a ajuda desses amigos, dessa base que hoje me sustenta fortemente. Costumo dizer que me recuso a dizer que participo de um "grupo de Jovens". Não é somente isso, eu participo de um "grupo de irmãos", "Grupo de amigos", amigos e irmãos de fé, lutas, gritos, sorrisos e alegrias. Amigos que sei que posso confiar...
Mas acredito que minha história hoje, o que sou hoje, se deve a tudo que vivi dentro desse grupo. Todos sabem como vivo hoje, mas sei que não posso e não quero me distanciar de meu ninho, de meu aconchego, de onde sei que sou bem recebido e sei que lá encontro as pessoas que eu gosto.
Bem, essa foi minha contribuição de como esses amigos, essa família me mudou

terça-feira, 5 de abril de 2011

3 anos de Grupo JoCC


Meu caro leitor, nesse mês de abril que se inicia nosso grupo irá passar por um tempo muito especial na nossa vida pastoral. Estamos comemorando 3 anos de existência. 3 anos de muitas lutas, alegrias e emoções. Nesses artigos que vou publicar ao longo desse mês, tentarei passar para vocês um pouco de nossa história, memórias e momentos importantes que vivemos. Vamos lá aos fatos:

História 1 – O início

No inicio do ano de 2008 havia uma forte necessidade de se nuclear (criar) um grupo de jovens dentro da paróquia. O pároco local até então, Pe. Luis sentiu que havia a necessidade de mais um grupo na cidade. Havia uma pessoa que poderia ajudar na formação desse grupo: Irmã Carminha. Uma missionária residente em Rio das Pedras há pouco tempo, pertencente a Congregação Franciscana do Sagrado Coração de Jesus, resolveu aceitar o desafio e disse sim a essa missão. Mas havia uma questão: Onde encontrar esses jovens para participar desse grupo? O chamado começou a ser feito nas missas da paróquia, nas aulas de crisma, nos eventos paroquiais, ou seja, onde podia. Até que, no dia 16 de abril de 2008 deu-se enfim o sonho realizado ... não verdadeiramente como se queria, mas já era o primeiro passo. No dia supracitado, foi realizado o primeiro encontro do recém criado grupo, até então sem nome, e muito menos jovens. Em seu primeiro encontro, poucos jovens apareceram. Mas isso não foi motivo para que os que estiveram lá nesse dia não desistissem de evangelizar os jovens.
Numa barraca velha, num domingo de manhã, um violão, menos que dez jovens e uma caixa de som antiga e pesada da igreja. Esse foi o panorama de nossa primeira reunião ... Não foi dos melhores, mas enfim, nem sempre começamos como queremos.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Retrospectiva - Fevereiro 2011

Em Fevereiro, como todos sabem, é tempo de férias e descanso né? Errado! Não por isso nosso tão apagado blog não deixará de mostrar a vocês o que ocorreu nesse mês tão importante. Entre Summer Beats, amigos italianos e Rosa de Saron, aconteceu tanta coisa. Vamos aos fatos!
Nosso grupo voltou de férias com todas as baterias recarregadas para mais um ano de luta e caminhada.
Para iniciar nosso ano pastoral tivemos um momento de conversa com o Cristo vivo, com Jesus. No primeiro domingo de encontro fizemos nosso momento de adoração ao Jesus. Como sempre, é um momento de refletir sobre nossa vida, sobre nossos problemas, deixando nas mãos de nosso pai tudo que nos faz pensar em desistir de caminhar e lutar.
E para começar o ano de grupo melhor ainda, alguns de nós participamos do tradicional Summer Beats, evento cristão que invadi o parque de diversões PlayCenter todos os anos. Com um sol de rachar cabeças, pulamos e gritamos pra valer ao som do Rosa de Saron (você verá esse nome ainda mais vezes nesse artigo...), nos divertimos e vivemos um dia de alegrias como muitos que virão. Como diria um amigo que conhecemos “Belissimo questo giorno i miei amico”.
Continuando nosso maravilhoso mês tivemos mais uma oportunidade de curtir o som do Rosa de Saron (Falei que iriam ver esse nome novamente). Dessa vez a banda se apresentou em Piracicaba, no teatro São José. Com participação em massa dos rosarianos JoCC de plantão, foi um momento de rir, de emocionar e viver.
No mesmo fim de semana, tivemos a 1ª etapa da Turma 2011 da Escola Diocesana de Formação e Vivencia da Juventude, na paróquia São Pedro em Piracicaba. Com participação do grupo na organização e na participação, o evento foi bem aproveitado por quem participou e com certeza será mais ainda, pois muitos do grupo participarão da 2ª etapa na Cidade de Ipeúna, Região de Rio Claro.
É assim meus amigos, mais um mês se vai e mais recordações ficaram em nossa memória. Ah, já visitou nosso álbum de fotos?!  

sábado, 1 de janeiro de 2011

Retrospectiva Dezembro 2010

Dezembro de 2010 – Um mês realmente muito bom para todos nós... vamos lá aos fatos:
Como é de costume, iniciamos nosso mês com uma conversa muito bacana e intima com um grande amigo nosso, um amigo que nos visita mensalmente e nos dá sempre coisas boas e agradáveis. Nessa conversa, tivemos momentos para compartilhar nossa vida com esse nosso amigo, conversamos com ele sobre nossas tristezas, sobre nossas alegrias, fatos e atitudes que no mês passado deixaram nosso coração triste. Foi um momento realmente de partilha, conversa com esse nosso amigo que sempre tem tanto a nos falar e nem sempre damos ouvidos a ele. Nosso caro amigo, um grande amigo que sempre está presente conosco, porem poucas vezes sentimos como ele é importante. Acho que todos sabem quem é esse amigo não é? É. É ele mesmo. JESUS!
Na segunda semana em nosso mês, tivemos a maravilhosa oportunidade de compartilhar momentos agradáveis com nossos amigos, cercados por muita natureza. Fizemos nosso encontro numa praça da cidade, onde ficamos simplesmente sentados ao chão, dando risadas e conversando sobre nossa vida dentro do grupo, relembrando momentos bons que vivemos juntos e vivendo momentos bons. Lembramos de pessoas especiais que passaram em nosso meio e se foram, porem deixando marcas profundas em nossa lembrança. Entre essas pessoas, tivemos a agradável surpresa de recebermos nossa amiga ANA, que nos ajudou imensamente durante o começo de nossa caminhada. Foi muito importante sua presença, pois partilhamos momentos com ela, lembrando sua importância durante o momento em que precisamos. Ao som de violão, cantando e brincando, o encontro foi uma partilha e lembrança.
Como sempre, nosso grupo não vive sem momentos de festa e celebração. Nesse momento, o motivo de nossa comemoração foi o aniversário de nosso amigo Gabriel, que caminha sempre conosco. Foi mais um momento de muitas risadas, onde compartilhamos historias que hoje partilho com meus poucos leitores. No mês de Dezembro, tivemos também a novena de Natal, pois não podemos esquecer que nesse mês um amigo muito importante vem chegando. É, é ele mesmo! O mesmo amigo que conversamos no começo do mês estão lembrados? Nesse momento, fizemos nosso instante de oração em comunhão com nossos amigos do grupo, onde fizemos cada encontro na casa de um amigo nosso. Como gesto concreto, fizemos uma doação de cesta básica a uma família necessitada, levando a ela um conforto material e espiritual, pois alem de alimentos demos também um grande presente: uma bíblia!
É pessoal, esse foi um ano realmente agitado para nós, tivemos momentos de alegria, tristeza, mas acima de tudo tivemos momentos de união com Deus e com o próximo, onde isso supera tudo!
Ahhh!! Não podemos nos esquecer de parabenizar os formandos desse mês. Nosso amigo Fernandão, mais um futuro advogado, um cara serio, comprometido e estudioso rsrsr. Parabéns a nossa amiga Denise, mais uma no time dos engenheiros. Temos também nossos amigos Roberto, Josi e Manu, que tiveram esse mês sua formatura do ensino médio... finalmente não é meus amigos, parabéns a todos nesse mês!!
Até a próxima retrospectiva !!! 
Não esqueçam de acessar nosso album de fotos clicando aqui

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Mensagem do Setor Juventude pelo Dia Nacional da Juventude

Para celebrar o Dia Nacional da Juventude o Setor Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma mensagem, assinada pelo bispo referencial do Setor, dom Eduardo Pinheiro e pelo assessor nacional, padre Carlos Sávio da Costa, na qual parabeniza a todos os jovens do Brasil.

“Parabéns a todos aqueles e aquelas que, durante esses anos, não só mantêm acesa a chama deste evento, mas, através dele, provocam um olhar mais carinhoso, verdadeiro e respeitoso com relação a nossa juventude”, disse os representantes do Setor Juventude. Leia a íntegra da nota abaixo:

25 anos do DNJ


O mês de outubro, dedicado ao aprofundamento da dimensão missionária da nossa vocação de discípulo, foi escolhido para contemplar um dos maiores eventos de juventude da Igreja em nosso país: o Dia Nacional da Juventude (DNJ).

Estamos comemorando 25 anos de sua existência. Motivado pela promulgação do Ano Internacional da Juventude, pela ONU em 1985, o DNJ nasceu por iniciativa da Pastoral da Juventude e sempre quis ser um momento especial de manifestação da beleza, da força e do compromisso da nossa juventude. Percebendo a necessidade de proclamar bem alto a boa-nova de Jesus Cristo, este evento de massa vai às ruas e aos grandes espaços públicos para, juntamente com várias outras expressões de juventude, cantar a força da vida e mostrar a todos o quanto ainda se tem a aprender com o dinamismo juvenil.

Parabéns a todos aqueles e aquelas que, durante esses anos, não só mantêm acesa a chama deste evento, mas, através dele, provocam um olhar mais carinhoso, verdadeiro e respeitoso com relação a nossa juventude.

Este significativo Jubileu coincide com a manifestação que os jovens católicos, sob a orientação das pastorais da juventude, fazem nas praças para um ‘basta à violência juvenil’. A juventude é portadora de riquezas imensas, sonhos ousados, coração generoso, espiritualidade vibrante, muita energia e criatividade, e não podemos deixar que a violência social e cultural comprometa o presente que Deus nos concede com a vida dos jovens para a vida de nosso povo.

Ao festejar esta data memorável, vamos, todos, renovar nossa paixão pela juventude motivando-a, sobretudo, à paixão por Aquele que, chamando-nos de amigos, se coloca como o único Caminho, Verdade e Vida.

Brasília, 24 de outubro de 2010

Dom Eduardo Pinheiro da Silva, SDB
Bispo referencial para a Juventude-CNBB

Pe. Carlos Sávio da Costa Ribeiro
Assessor do Setor Juventude-CNBB

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Um bom inicio

Meus caros leitores, hoje começa uma fase nova em nosso grupo, fase informatizada ... estamos na internet pessoal !!! É um projeto de alguns anos que dou inicio agora. 
Mas agora vamos ao inicio de tudo ...



Historia
O grupo surgiu apartir de um desejo de varias pessoas em evangelizar os jovens atraves de uma maneira que a juventude não encontrava ainda dentro de nossa paroquia. Uma pessoa se empenhou em especial para isso: Irmã Carminha. Com seu objetivo de evangelizar jovens, ela conseguiu varios outros jovens que a ajudaram dentro desse projeto durante esses 3 anos de caminhada. No começo, pode-se dizer que a vida não foi nada facil. Uma caixa de som, um violão e um galpão velho. Essas eram as ferramentas que tinhamos para mostrar nossa missão, porem nada nos fez desistir de tudo, apesar de grandes obstaculos, continuamos vivendo como o primeiro, seguindo essa missão em rumo da construção do reino. Com os amigos sempre ao lado, varios projetos foram realizados durante esses anos: festas, bailes, e tudo que era possivel para cativar a juventude para nosso projeto inspirado no projeto de cristo. São varios anos de luta e de perseverança, onde pessoas nos ajudaram a construir o que hoje temos. Podemos dizer que muitas pessoas passaram e deixaram sua marca profunda, outras simplesmente só com sua presença ja mostraram seu carisma e deixaram sua marca. Outros ainda lutaram pelos projetos que acreditavam, muitas vezes como "revoltados", mas sem nunca deixarem de acreditar no projeto de cristo, demonstrando protagonismo juvenil e perseverança.

Ideologia
Com 3 anos de existencia, o grupo vem vivenciando uma nova fase de projetos e influencias. Ligado á Pastoral da Juventude (PJ), o grupo tem vivido momentos e compartilhando ideias com diversos grupos da diocese. Com momentos de espiritualidade, comunhão de ideias e debates profundos, o grupo está vivendo um momento de real aprofundamento das pessoas, onde realmente o proposito é a vivencia e discussão de problemas comuns aos jovens, enriqueçendo as ideias e levantando nosso papel enquanto cristãos. Dentro desse proposito, o grupo tem trabalhado diversos materiais que abordam esse problemas, melhorando o pensando dos jovens e abrindo a mente de grande parte deles.

Historico atual
Na espera de seus 3 anos de idade, esse jovem grupo está compartilhando um momento muito belo dentro de nossa linda diocese. Vivendo momentos de comunhão com a diocese, o grupo tem convivido com diversos outros movimentos da igreja e vivenciado momentos especiais. Mas essa etapa vai ser construida aos poucos meus caros, momentos assim vão sendo escritos, hoje e sempre ...

Por hoje é só meus amigos, em breve vocês terão mais noticias. Boa noite e todos e muito Axé !!!